sampa até a tampa

não sendo eu
nenhum caetano,
nada acontece
nas esquinas da canção.

não sei da garoa
em teus cabelos de sansão
que dali lá são paulos
todos santos!

não tenho a liberdade,
não acredito na república,

pouco sei da tua música

nem do fluxo complexo
das tuas vias concretas.

não sou tiete
de nenhum tietê.

marginais?
só mesmo os poetas
subversando as misérias
e todas as tuas paulicéias

3 comentários:

Marisa Vieira disse...

Adorei esse poema! Parabéns!

Com admiração da amiga
Marisa

Sandra Almeida disse...

Belo poema,Rodrigo!
Beijos&poesia*

rai2007 disse...

"Não sou tiete de nenhum Tietê".Uma pérola a mais no mar.